sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Mentalidade Esquerdista - Parte I


Por Thomas Sowell


A expulsão de Adão e Eva do Paraíso (1791), de Benjamin West, 


   Quando delinquentes são chamados de "jovens problemáticos" por esquerdistas, isto nos diz mais sobre a mentalidade esquerdista do que sobre a deliquência juvenil.
Raramente há alguma evidência de que os delinquentes sejam meramente “jovens problemáticos”, na maioria das vezes há muitas evidências de que eles estão, de fato, se divertindo, enquanto criam problemas e perigos para os outros. Por que então esta desculpa embutida de chamar criminosos juvenis de "jovens problemáticos", e assassinos em série apenas de "loucos"?
Pelo menos, desde o século XVIII, a esquerda tem lutado para enfrentar o simples fato de que o mal existe – e que algumas pessoas simplesmente optam por fazer coisas que sabem que são erradas. Para justificar esta escolha, todo tipo de desculpa é usada pela esquerda para explicar e desculpar o mal: da pobreza à infância infeliz,
Por outro lado, todas as pessoas que saíram da pobreza ou tiveram uma infância infeliz, ou ambos, e se tornaram pessoas decentes e produtivas, são ignoradas, assim como os crimes cometidos por pessoas privilegiadas, criadas na riqueza, incluindo reis, conquistadores e escravocratas. Por que o mal é um conceito tão difícil para muitos da esquerda aceitar?
A base da agenda esquerdista consiste em mudar as condições externas. Mas, e se o problema for interno? E se o problema real for a obstinação dos seres humanos para o mal? Rousseau negou isso no século XVIII e também a esquerda passou a negar isso desde então. Por quê? Instinto de autopreservação.
Se as coisas que a esquerda quer controlar – instituições e políticas de governo – não são os fatores responsáveis pelos problemas do mundo, então, que função restará para a esquerda? E se forem fatores como, família, cultura e as tradições que fazem a diferença mais positiva no mundo em vez das "brilhantes" e novas “soluções” de governo que a esquerda está constantemente propondo? E se buscar "as causas do crime" não for tão eficaz quanto, simplesmente, prender os criminosos? As estatísticas mostram que a taxa de homicídios estava diminuindo ao longo de décadas sob as velhas práticas tradicionais, tão desprezadas pela intelligentsia esquerdista, antes de as novas ideias brilhantes da esquerda entrarem em vigor em 1960 – a partir de então, o crime e a violência dispararam. O mesmo aconteceu quando as ideias antiquadas sobre sexo foram substituídas em 1960 pelas novas e brilhantes ideias da esquerda que foram introduzidas nas escolas como “educação sexual”, com o objetivo de reduzir a gravidez na adolescência e as doenças sexualmente transmissíveis. Ambos, gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis, que estavam diminuindo, de repente é revertida na década de 1960 atingindo um novo patamar.

Uma das mais antigas e dogmáticas cruzadas da esquerda tem sido o desarmamento, tanto dos indivíduos, quanto das nações. Mais uma vez, a esquerda foca em questões externas – as armas neste caso. Se as armas eram o problema, as leis de controle de armas, em acordos domésticos e internacionais de desarmamento, podem ser a resposta. Mas, e se as pessoas más que não se preocupam com as leis ou tratados internacionais, tão pouco com a vida das pessoas for o problema? Então, o desarmamento significa fazer pessoas decentes e cumpridoras da lei mais vulneráveis a pessoas más.
Como a crença no desarmamento tem sido uma das principais características da esquerda ao redor do mundo desde o século XVIII, você deve imaginar que a esta altura não haveriam muitas provas para fundamentar esta crença. Mas, qualquer evidência de que as leis de controle de armas reduziram as taxas de criminalidade em geral, ou as taxas de homicídio em particular, raramente são mencionadas pelos defensores do controle de armas. Pelo contrário, só assumiram ainda mais esta posição de que leis mais rígidas no controle de armas vão reduzir os homicídios.

Mas os fatos não dão qualquer respaldo a essa suposição. É por isso que são os críticos do controle de armas que apresentam evidências empíricas, como as presentes nos livros More Guns, less crimes (mais armas, menos crimes) de John Lott e Guns and Violence (Armas e violência) de Joyce Lee Malcolm. 

Em relação ao desarmamento de nações, o histórico é ainda pior. A Grã-Bretanha e os EUA negligenciaram suas forças militares entre as duas guerras mundiais, enquanto a Alemanha e o Japão se armaram até os dentes. Muitos soldados britânicos e americanos pagaram com suas vidas por equipamentos militares inicialmente inadequados de seus países na Segunda Guerra Mundial. 
Mas o que são meros fatos em comparação com a visão inebriante da esquerda?



Thomas Sowell é um membro sênior da Hoover Institution, Stanford University, Stanford, CA. Seu site é www.tsowell.com


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