Por Thomas Sowell
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| A expulsão de Adão e Eva do Paraíso (1791), de Benjamin West, |
Quando delinquentes são chamados de "jovens problemáticos" por esquerdistas,
isto nos diz mais sobre a mentalidade esquerdista
do que sobre a deliquência juvenil.
Raramente
há alguma
evidência de que os delinquentes
sejam
meramente “jovens problemáticos”,
na
maioria das
vezes há muitas
evidências
de que eles estão, de fato, se divertindo, enquanto criam problemas
e perigos para os outros. Por que então esta
desculpa embutida
de
chamar criminosos juvenis de "jovens problemáticos", e
assassinos em série apenas de "loucos"?
Pelo
menos, desde
o século XVIII, a esquerda tem lutado para enfrentar o simples fato
de que o mal existe – e que algumas pessoas simplesmente optam por
fazer coisas que sabem que são erradas. Para justificar esta escolha,
todo tipo de desculpa é
usada
pela esquerda para explicar e desculpar o mal:
da pobreza à infância infeliz,
Por
outro lado, todas as pessoas que saíram da pobreza ou tiveram uma
infância infeliz, ou ambos, e se tornaram pessoas decentes e
produtivas, são ignoradas, assim como os crimes cometidos por
pessoas privilegiadas, criadas na riqueza, incluindo reis,
conquistadores e escravocratas. Por que o mal é um conceito tão
difícil para muitos da esquerda aceitar?
A
base da agenda esquerdista consiste em mudar as condições externas.
Mas, e se o problema for interno? E se o problema real for a
obstinação dos seres humanos para o mal? Rousseau negou isso no
século XVIII e também a esquerda passou a negar isso desde então.
Por quê? Instinto de autopreservação.
Se
as coisas que a esquerda quer controlar – instituições e
políticas de governo – não são os fatores responsáveis
pelos
problemas do mundo, então, que
função
restará para a esquerda? E se forem
fatores
como, família, cultura e as tradições que fazem a diferença mais
positiva no mundo em
vez
das "brilhantes" e novas “soluções” de governo que a esquerda está
constantemente propondo? E se buscar "as causas do crime"
não for tão eficaz quanto, simplesmente, prender os criminosos? As
estatísticas
mostram que a taxa de homicídios estava diminuindo ao longo de
décadas sob as velhas práticas tradicionais, tão desprezadas pela
intelligentsia
esquerdista, antes de as novas ideias brilhantes da esquerda entrarem
em vigor em 1960 – a partir de então, o crime e a violência
dispararam. O mesmo
aconteceu quando as ideias
antiquadas
sobre sexo foram substituídas em 1960 pelas novas e
brilhantes ideias
da
esquerda que foram introduzidas nas escolas como “educação
sexual”, com
o objetivo de
reduzir a gravidez na adolescência e
as doenças
sexualmente transmissíveis. Ambos, gravidez na adolescência e
doenças sexualmente transmissíveis, que
estavam
diminuindo,
de
repente é
revertida
na década de 1960 atingindo
um novo patamar.
Uma
das
mais
antigas e dogmáticas
cruzadas da esquerda tem sido o desarmamento, tanto dos indivíduos,
quanto
das nações. Mais uma vez, a
esquerda foca
em
questões
externas
– as armas neste caso. Se as armas eram o problema, as
leis
de controle de armas, em acordos domésticos e internacionais de
desarmamento, podem
ser a resposta. Mas, e
se as pessoas más que não
se
preocupam com
as leis ou tratados internacionais,
tão
pouco com
a vida das
pessoas for
o
problema? Então,
o desarmamento significa fazer pessoas decentes e cumpridoras
da lei mais vulneráveis a pessoas más.
Como
a crença no desarmamento tem sido uma das principais características
da esquerda ao redor do mundo desde o século XVIII, você deve
imaginar
que a esta
altura
não haveriam
muitas provas para fundamentar esta
crença. Mas, qualquer
evidência
de
que
as
leis de controle de armas reduziram as taxas de criminalidade em
geral, ou as taxas de homicídio em particular, raramente são
mencionadas
pelos defensores do controle de armas. Pelo
contrário, só
assumiram
ainda mais esta posição
de
que
leis mais rígidas no
controle de armas vão
reduzir os
homicídios.
Mas
os fatos não dão
qualquer respaldo a
essa suposição. É por isso que são
os
críticos do controle de armas que apresentam
evidências empíricas, como as
presentes nos
livros More
Guns, less crimes
(mais
armas, menos crimes)
de
John Lott e Guns
and Violence
(Armas
e violência)
de
Joyce Lee Malcolm.
Em relação ao desarmamento de
nações, o histórico é ainda
pior. A
Grã-Bretanha
e os
EUA
negligenciaram
suas forças militares entre as duas guerras mundiais, enquanto a
Alemanha e o Japão se
armaram
até os dentes. Muitos soldados britânicos e americanos pagaram com
suas vidas por equipamentos militares inicialmente inadequados
de seus países na Segunda Guerra Mundial.
Mas o que são meros fatos
em comparação com a visão inebriante da
esquerda?
Thomas
Sowell
é um membro sênior da Hoover
Institution,
Stanford University, Stanford, CA. Seu site é www.tsowell.com
Fonte: www.creators.com/

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